Qual maior o poder, maior a responsabilidade!

Olá, faz um bom tempo que não escrevo no blog, mas hoje deu uma vontade de escrever novamente.

O dia de hoje me fez lembrar de Tio Ben Parker, isso mesmo, o tio do homem-aranha. Para mim a única coisa boa naquele filme é o conselho que Tio Ben dá para Peter: um grande poder traz grandes responsabilidades.

Isso me fez pensar que existem três tipos de pessoas, as que querem poder e assumem as responsabilidades, as que não querem poder para não ter responsabilidades e a pior das três, as que querem poder mas não assumem as responsabilidades.

Esse tipo é o pior que pode aparecer em qualquer ambiente, pois vivem de aparência e quando devem assumir a responsabilidade, somem. Nada contra a busca pelo poder, o homem vive com esse objetivo, afinal dinheiro, status, estética e até conhecimento são apenas formas de exercer influência e por conseguinte, poder.

Minha Mãe dizia (acho que todas as mães dizem): Enquanto você depender de mim, vai ter que me obedecer. Isso de fato é o mesmo conselho recebido pelo homem-aranha, afinal, se você quer decidir alguma coisa, deve arcar com as consequências e custos de sua decisão. Bom, naquela época não poderia cumprir nenhum dos requisitos. (rs)

Então, se você quer ter peito para decidir alguma coisa (exercer poder) tenha certeza que será cobrado pelos custos e consequências de suas ações.

Infelizmente as pessoas não prestaram tanta atenção em Tio Ben e a melhor contribuição do filme para nos tornar melhores, talvez se perdeu. Querer exercer poder e fugir das consequências, no mínimo é covardia.

Não vou prometer data para a próxima atualização, mas ninguém pode reclamara de minha regularidade, atualizo o blog todo semestre. (rs)

Eu sou apaixonado!!!

Não, esse post não é uma declaração de amor a minha esposa, na verdade eu gostaria de falar de como é bom fazer aquilo que gostamos, como é satisfatório exercer uma atividade que você realmente seja apaixonado. Eu tenho a sorte de ter escolhido uma atividade que me faz muito feliz.

E quando estamos apaixonados, gostamos de apreciar a beleza e a perfeição do que se ama. Isso se dá também quando eu vejo uma empresa bem administrada, um projeto bem elaborado, ou então, uma campanha de marketing bem planejada e executada.

Estava viajando para Salvador, quando resolvi comprar alguns petiscos para comer durante a viagem. Entre algumas coisas, comprei um pacote de Amendoim Japonês. Quando fui comer, percebi que a embalagem era um pouco diferente, além do mecanismo para abrir mais facilmente o pacote, ela tinha um ziper, idêntico ao que é usado em sacos para guardar coisas na geladeira. E este momento foi especial, os lábios secaram, a respiração ficou ofegante, parecia que haviam milhares de borboletas na minha barriga. Pois é, era a presença do amor. ( rs )

Essa é uma daquelas situações que eu me pergunto: “porque não pensei nisso?”. Mas vou deixar a avareza de lado. Como é bom ver que alguém ouve o consumidor. Provavelmente, o consumidor não falou que queria um ziper na embalagem, mas pode ter dito que como a embalagem é grande, ele não consumia de uma só vez e o produto ficava mole.

Umas das funções do MKT é identificar as necessidades dos consumidores, as que os clientes dizem necessitar e as necessidades latentes. As latentes são as mais valiosas, é a necessidade que nem mesmo o cliente sabe que tem e quando você disponibiliza a solução para o consumidor, ele diz: “poxa, eles pensaram nisso, ficou muito melhor mesmo!”.

Fica o exemplo de que ouvir o consumidor não é só deixar uma caixinha de sugestões para ele deixar recados, é um processo de observação e pesquisa constante para atender cada vez melhor um consumidor exigente.

A crise chegou ao blog

Primeiro, gostaria de pedir desculpas pela falta de atualização por esses dias. É que foram corridas essas duas últimas semanas.

Mas para compensar, vou tornar pública a minha promessa de atualizar o blog pelo menos duas vezes por semana. Conto com a ajuda de meus amigos/leitores do blog para atingir essa meta.

Desde o último post, o mercado financeiro continuou em constante turbulência, um sobe e desce frenético. Com isso, os governos se mobilizaram para divulgar os pacotes de ajuda para as instituições financeiras. Isso me fez pensar um pouco sobre a importância de determinados setores para a economia como um todo. Será que se Seu Joaquim acumular prejuízos na sua padaria por vender na “caderneta”, o governo iria socorrer o “pão nosso de cada dia” ? é claro que não !!!

Quando os bancos estavam ganhando milhões, durante um período de crescimento da economia, eles não dividiam com ninguém essa abonança. Entretanto, quando estão tendo prejuízo, os lideres dos países fazem uma paródia do Bolsa Família e criam o Bolsa Banqueiro. O montante do socorro é algo imensurável para a maioria da população mundial, pelo menos eu tenho que pensar um pouco para lembrar quantos zeros tem um trilhão.

Mas é claro que não podemos pensar somente pela emoção já que toda a economia depende do setor financeiro. Empréstimos às empresas para investimentos, para agricultores e pecuaristas, o microcrédito para pequenos empreendedores e até os juros da prestação do carro ou das compras do natal.

Mas porque não temos uma mobilização tão grande dos governos, para dar melhor educação para população ou para reduzir as desigualdades ?? Acho que se um dia por ano os governantes se empenhassem nessas tarefas com o mesmo afinco que se vê no tratamento com o mercado financeiro, esses problemas de “menor importância” seriam resolvidos.

É difícil atender bem ?

Falar de atendimento nas empresas já seria tema para muitos post’s, e o atendimento no setor público? Para este, é necessário muitos e muitos blogs, jornais, artigos, monografias, dissertações, teses … É impressionante como os brasileiros são mal atendidos quando necessitam dos serviços públicos.

E esse processo não respeita as esferas de governo. O povo é mal atendido quando vai requerer os benefícios do INSS, no atendimento nas prefeituras, nas filas para marcar exames pelo SUS ou matricular filhos na rede de ensino fundamental pública. Mas por que eu estou tão chateado com o atendimento no setor público ? Como bom brasileiro, estou chateado porque mexeram comigo (lógico! Afinal, dificilmente ficamos inquietos quando esse destrato do governo é com outros cidadãos).

Fiquei dois dias ligando para o Detran-BA para saber quando chegaria minha habilitação e foram dois dias com o telefone ocupado ou não sendo atendido. Foi quando resolvi ir ao Detran e chegando lá, para meu espanto, o telefone estava simplesmente fora do gancho. Não me aguentei e tive que perguntar o motivo para aquele absurdo. A atendente então disse que não tinha como atender ao mesmo tempo o telefone e as pessoas que estavam no balcão e por isso, deixavam o telefone fora do gancho. E para minha surpresa não havia ninguém, além de mim, para ser atendido.

Mas qual o motivo para isso? Pode ser pelo uso inadequado da burocracia. Sim, a burocracia é necessária, não a “burrocracia” mas sim a teoria de Max Weber, que buscava formalizar as organizações com uma hierarquia bem definida, em suas funções e autoridades. Mas infelizmente, ela é usada para atrapalhar os procedimentos no serviço público (e também em muitas organizações privadas).

Um grande amigo e professor, Ms. Carlos Fernando Leite, desenvolveu sua dissertação sobre o comprometimento no setor público e chegou a conclusão de que os funcionários públicos mais motivados (ou seria menos desmotivados?) são aqueles que tem contrato e não os que são concursados. Bom, isso é até razoável, afinal, o concursado para ser demitido tem a seu favor processos administrativos “burrocratizados” que demoram anos para provar que ele realmente não estava fazendo o seu dever. Eu sempre tive comigo que o setor público deveria se espelhar na eficiência de algumas empresas de capital misto, como a Petrobrás e BB, que seus colaboradores (esse são tratados mais próximo do conceito) têm seus desempenhos avaliados e recursos para desenvolvê-los com eficiência, sem perder a estabilidade dos empregos.

Mas para não dizerem que não falei das flores. Os funcionários públicos também são jogados nos seus cargos, sem a capacitação necessária para as atividades (com raras excessões), sem recursos e ainda são obrigados a terem superiores que caíram de para-quedas por indicações políticas.

Com certeza é um problema que necessita de décadas para resolvermos. Mas acredito que será um grande passo se um concurceiro, quando questionado sobre o motivo de prestar concurso, antes de falar em estabilidade, dizer que quer ser a diferença e trabalhar para melhoria no setor que vai ocupar.

Ah! o que eu fiz sobre o Detran-BA, abri um chamado na Ouvidoria Geral do Estado por meio da Câmara de Vereadores, e pedi como solução para cortarem a linha do setor, pelo menos, economiza o dinheiro público, ou será que assim sobrará mais dinheiro para desvio ??? bom, já nem sei se foi o melhor a fazer !